Bezerra
texto e desenho. . .
25 Maio 2009
14 Abril 2009
26 Março 2009
03 Março 2009
Canhoto,
negro - de olhos
pois sua pele era apenas escura
não há proporção que indique sua estatura
feita da visão de trevas
Identificável
como o próprio interior dos olhos,
com eles
impossivel seria ler suas letras
arrancadas com as mãos
estúpidas linhas
vezes tortas
Caídas
sorridentes como uma pessoa
Sem voz,
que não entende as coisas
e sorri mesmo assim
pelo mal e pelo bem
(pois acredita nisto)
Cava incessantemente
chama sua casa de estrada
seu lar é buraco
onde caminhou
e caminha
e caverna - irretornável
Fazendo da pedra seu lar
sua figura, seu corpo
A montanha
inversa
e esquerda
negro - de olhos
pois sua pele era apenas escura
não há proporção que indique sua estatura
feita da visão de trevas
Identificável
como o próprio interior dos olhos,
com eles
impossivel seria ler suas letras
arrancadas com as mãos
estúpidas linhas
vezes tortas
Caídas
sorridentes como uma pessoa
Sem voz,
que não entende as coisas
e sorri mesmo assim
pelo mal e pelo bem
(pois acredita nisto)
Cava incessantemente
chama sua casa de estrada
seu lar é buraco
onde caminhou
e caminha
e caverna - irretornável
Fazendo da pedra seu lar
sua figura, seu corpo
A montanha
inversa
e esquerda
26 Fevereiro 2009
...com destino certo"
25 Fevereiro 2009
\\:cpcpc...
Corre em nossa espinha
crise hidratante
para as células eletrônicas
da máquina quadrada
cada vez mais
uma nova vez - quadrada
Uma nota estremece
e segura, contínua
Passa por todas as superficies
Não desperdiça energia
Não dispersa
Nem libera calor
O atrito é apenas de quem a vê
Incalculável é seu destino e origem
No entanto utópica
Ninguém a quer
O aroma é de frustração e construção política
Carnificina ideológica
e poderosos sentados
Montados em diversas teorias
Onde quer que seja
Saudosos e sorridentes
Lá estão eles
próximos de nós,
mas nunca ao alcance
Bem que chegue o breve, e seque tudo
E lançados no escaço, nos reste
Assim, por fim, por bem e por último
Ver antes do nosso
o apodrecer destes
vermes, gordos vermes.
crise hidratante
para as células eletrônicas
da máquina quadrada
cada vez mais
uma nova vez - quadrada
Uma nota estremece
e segura, contínua
Passa por todas as superficies
Não desperdiça energia
Não dispersa
Nem libera calor
O atrito é apenas de quem a vê
Incalculável é seu destino e origem
No entanto utópica
Ninguém a quer
O aroma é de frustração e construção política
Carnificina ideológica
e poderosos sentados
Montados em diversas teorias
Onde quer que seja
Saudosos e sorridentes
Lá estão eles
próximos de nós,
mas nunca ao alcance
Bem que chegue o breve, e seque tudo
E lançados no escaço, nos reste
Assim, por fim, por bem e por último
Ver antes do nosso
o apodrecer destes
vermes, gordos vermes.
22 Fevereiro 2009
O grande espectador
resiste a estréia
da teia mais grossa
da aranha cinzenta
Rude
sentado assiste e goza
A natureza e sua prece
o desprezo por seu interesse
Não lhe cabe
horário ou prazo
compromisso que fosse
Antes deste realizar-se.
O caso é que
quase acabado
um sonho ainda é um sonho
E desta parte que lembramos
afogando-nos
na própria idéia de tecer
tão frágil acordar
e não ter medo.
resiste a estréia
da teia mais grossa
da aranha cinzenta
Rude
sentado assiste e goza
A natureza e sua prece
o desprezo por seu interesse
Não lhe cabe
horário ou prazo
compromisso que fosse
Antes deste realizar-se.
O caso é que
quase acabado
um sonho ainda é um sonho
E desta parte que lembramos
afogando-nos
na própria idéia de tecer
tão frágil acordar
e não ter medo.
20 Fevereiro 2009
sobre o mar [1]
[...] mar embala em seu canto aqueles que adormecem - mesmo que por uma só noite - em seu pranto sonoro melancolico profundo de antigas noites. Canta para pedra que tornar-se-á areia sem preocupar-se com a demora das transformações. Para ele tudo é rápido demais. Aprendamos sua paciente calma e vagareza. O mar que canta para quem quiser se entregar aos sentidos que a boca do oceano desperta[...]
05 Fevereiro 2009
03 Fevereiro 2009

A metrópole é o lugar da afirmação. Do humano e sua produção. A cidade se apresenta cheia de virtudes opulentas, vitrines carregadas de dispensas luminosas. Mas esse brilho da cidade é enganoso.
Pois tudo é mesmo dispensável. O dinheiro dispensa quem compra dispensa quem vende. Os obejtos só servem para materializar as dispensas. A luz segue os campos de ouro, o escuro esconde o resto.
Onde há riqueza há cerca. Mais rico, mais muro. Mais tijolo, mais concreto. Quanto mais liberdade para obter, mais clausura para guardar. Abarrotar quartos de lixo, abarrotando os lixos de quartos.
Aquele lugar, dito público, sem paredes é o realmente acessivel - onde vivem os publicamente excluídos. Nada convidativos, onde publicamente dejeta-se sem altares de porcelana.
01 Fevereiro 2009
30 Janeiro 2009
Como uma foice batendo em uma pedra
tão grande quanto inlapidável
O canglor áspero do metal
colidindo com a rocha
Soa como um trovão
o grave sino de despedidas
Bem que chega a chuva
Em um cinza atroz
Desesperado como vapor
que circula como lodo encanado
Os rios transbordam como palavras
ditas por quem mal-diz e repete-se
fazendo de sua ação a certa dança das abelhas
trabalhando para entregar
A doçura à vida alheia
tão grande quanto inlapidável
O canglor áspero do metal
colidindo com a rocha
Soa como um trovão
o grave sino de despedidas
Bem que chega a chuva
Em um cinza atroz
Desesperado como vapor
que circula como lodo encanado
Os rios transbordam como palavras
ditas por quem mal-diz e repete-se
fazendo de sua ação a certa dança das abelhas
trabalhando para entregar
A doçura à vida alheia
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