texto e desenho. . .

25 fevereiro 2009

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Corre em nossa espinha
crise hidratante
para as células eletrônicas
da máquina quadrada
cada vez mais
uma nova vez - quadrada
Uma nota estremece
e segura, contínua
Passa por todas as superficies
Não desperdiça energia
Não dispersa
Nem libera calor
O atrito é apenas de quem a vê
Incalculável é seu destino e origem
No entanto utópica
Ninguém a quer
O aroma é de frustração e construção política
Carnificina ideológica
e poderosos sentados
Montados em diversas teorias
Onde quer que seja
Saudosos e sorridentes
Lá estão eles
próximos de nós,
mas nunca ao alcance

Bem que chegue o breve, e seque tudo
E lançados no escaço, nos reste
Assim, por fim, por bem e por último
Ver antes do nosso
o apodrecer destes
vermes, gordos vermes.