
A metrópole é o lugar da afirmação. Do humano e sua produção. A cidade se apresenta cheia de virtudes opulentas, vitrines carregadas de dispensas luminosas. Mas esse brilho da cidade é enganoso.
Pois tudo é mesmo dispensável. O dinheiro dispensa quem compra dispensa quem vende. Os obejtos só servem para materializar as dispensas. A luz segue os campos de ouro, o escuro esconde o resto.
Onde há riqueza há cerca. Mais rico, mais muro. Mais tijolo, mais concreto. Quanto mais liberdade para obter, mais clausura para guardar. Abarrotar quartos de lixo, abarrotando os lixos de quartos.
Aquele lugar, dito público, sem paredes é o realmente acessivel - onde vivem os publicamente excluídos. Nada convidativos, onde publicamente dejeta-se sem altares de porcelana.